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domingo, 13 de abril de 2008

Sob as bênçãos divinas, sim! Sob as proteções públicas, não!

Há um bom tempo venho observando a utilização despudorada da igreja em favor de benesses politiqueiros na Região dos Cocais. No ato de desaprovação patrocinado pelo Prefeito Luís da Amovelar (PDT), Deus Nosso Pai Eterno e Todo Poderoso sentou-se à mesa com Lúcifer e se esbaldou em orgia – pelo menos nas figuras de alguns líderes religiosos tendenciosos. Foi ou foram assinados convênios de total heresia. Certamente não agiram em nome de Deus e muito me custa acreditar que os altos escalões das referidas instituições religiosas apóiem e abonem o movimento organizado por um governo que vem sendo alvo, e constantemente denunciado por fraudes e mergulhado no mar de corrupção. Flagrado surrupiando e desviando o dinheiro da Secretária da Educação, do INCRA, do CRAS e dando sinais de riqueza.

Tanto que a cúpula da Igreja Católica, nem tomou conhecimento da Conferência dos Religiosos do Brasil, CRB-Regional São Luís, reunida em assembléia nos dias 14 a 16 de setembro de 2007, e a Conferência dos bispos do Brasil do Maranhão (CNBB-NE5), reunida no dia 14 de setembro de 2007, compartilham a indignação da maioria dos brasileiros, diante dos freqüentes acontecimentos de CORRUPÇÃO, IMPUNIDADE E VIOLÊNCIA presenciados nos últimos tempos. Discordamos da forma corporativista com que são habitualmente tratadas as suspeitas e denúncias contra aqueles que receberam do povo o poder para legislar e governar em seu favor.

Junto com o Povo de Deus, reunido nas suas comunidades e organizações, defendemos a ética e democracia que levem em consideração os anseios e esperanças que nutrem a caminhada por justiça, eqüidade e transparência. Em raros contatos que mantive com os representantes e autoridades religiosas do município, quando perguntados por mim, sobre a corrupção, violência e impunidade. E se a Diocese de Coroatá não tem conhecimento de todo esse alopramento político-administrativo que ocorre em nosso município, os mesmos procuram imediatamente desviar, mudar de assunto o qual lhe fora perguntado. Observamos que muitas das vezes, os temas levantados pela própria igreja são simplesmente dirigidos e resolvidos em reuniões às portas fechadas. Na teoria é de um jeito, na prática esqueçam tudo, pois não é pra se resolver nada. Na perspectiva das eleições municipais, que se realizarão em 2008, conclamamos todos os cidadãos e cidadãs a considerar com especial atenção o projeto político que os candidatos defendem e os princípios éticos que transparecem em toda a sua atuação sócio-política anterior. Quem costuma corromper as eleições com promessas ou compra de voto, demonstra que continuará corrupto se eleito for. Estamos presenciando as conseqüências disso na precariedade dos sistemas de saúde e de educação, no trabalho escravo (corte de cana), no aumento constante da violência, no desvio de recursos públicos e outras calamidades que atingem a vida do nosso povo.


E com as igrejas evangélicas, também não é diferente!

Elas devem também uma explicação aos seus fiéis. Não é de hoje que as relações incestuosas de setores da igreja deixam indignados milhares de fiéis que não aceitam a Louvação transformada em um balcão de negócios. O silêncio do pastor talvez seja compreendido como um gesto de prudência. Há esperança de que o pastor estivesse tentando resgatar seus irmãos da perdição. Essa presença gritante de alguns pastores e irmãos pode ser um sinal de aprovação às heresias. Enfim, se as cúpulas das igrejas de Coroatá não se manifestarem, eu vou entender como aprovação às irregularidades e as irresponsabilidades praticadas pelo prefeito com o dinheiro desviado do cofre público municipal, e assim, as chagas de Jesus Cristo na cruz estarão sangrando novamente.

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